Bruno Fernandes abriu o coração ao falar sobre o Manchester United e deixou no ar um sentimento de desilusão com a postura da direção do clube na última temporada. Em declarações recentes, o capitão admitiu que sentiu que a sua saída não seria um grande problema para a diretoria do Manchester United.
“O Manchester United queria que eu saísse, tenho consciência disso. Acho que não tiveram coragem porque o Ruben Amorim me queria aqui, mas da parte do clube senti que se eu fosse, não seria assim tão ruim”, afirmou o camisa 8.
Apesar do contexto de incerteza, Bruno explicou que a decisão final foi pessoal, ainda que tenha ouvido conselhos de figuras próximas. Um deles foi Cristiano Ronaldo, antigo companheiro de equipe e referência maior do futebol português. “O Cristiano aconselhou-me, mas a decisão final passava sempre por mim”, contou.
O médio acabou por optar pela continuidade em Old Trafford, decisão que, segundo ele, foi motivada por um sentimento genuíno de ligação ao clube. “Decidi ficar por gostar genuinamente do clube”, revelou. No entanto, Bruno deixou também uma reflexão crítica sobre a forma como valores como a lealdade são encarados no futebol moderno.
“A lealdade já não é tão bem vista como era há uns tempos”, concluiu o jogador, numa frase que reflete não só a sua experiência pessoal, mas também uma realidade cada vez mais presente no futebol de alto nível.
As palavras de Bruno Fernandes expõem uma relação marcada por compromisso, mas também por frustração, levantando dúvidas sobre o futuro do capitão português no Manchester United e sobre o rumo do projeto desportivo do clube.


