A TRAGÉDIA QUE O FUTEBOL NUNCA ESQUECERÁ
A TRAGÉDIA QUE O FUTEBOL NUNCA ESQUECERÁ
6 de fevereiro de 1958. Após a disputa de uma partida contra o Estrela Vermelha, em Belgrado, o Manchester fazia a viagem de retorno à Inglaterra. Era o vôo 609 da British European Airways.
A equipe havia empatado, no dia anterior, por 3 a 3 contra o time iugoslavo, que lhe rendeu a classificação para as semifinais da Liga dos Campeões.
Mas não houve tempo para comemoração. Segundo testemunhas, durante a viagem estava nevando muito. O piloto do bimotor Airspeed Ambassador, prefixo G-ALZU, construído pela “De Havilland”, que fazia vôos regulares entre a Alemanha e a Inglaterra, estava com pouca visibilidade. E, para piorar, um dos motores estava com defeito. A torre chegou a ser informada sobre o problema, mas nada adiantou.
Logo depois, o motor pegou fogo e o avião caiu nas proximidades da cidade de Munique, na região da Baviera, por volta das 13 horas.
No acidente morreram 23 pessoas entre jornalistas, jogadores, comissão técnica e passageiros do avião. A comitiva do Manchester era formada pelo diretor esportivo, o secretário da equipe, 11 repórteres e 17 atletas.
Logo após o acidente, o zagueiro Billy Foulker afirmou: “Tudo se passou terrivelmente depressa. Uma explosão formidável que sacudiu o aparelho, e tínhamos a impressão que nossos tímpanos explodiam”.
A equipe perdeu oito jogadores: Roger Byrne, Eddie Colman, Duncan Edwards, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor, Billy Whelan e George Bent.
O avião Airspeed Ambassador – prefixo G-ALZU – em Munique antes do acidente
Após a queda, o avião queima na região da Baviera, próximo a Munique
O que sobrou do bimotor Airspeed Ambassador
Entre os sobreviventes Bobbby Chalton, que, em 1966, voltou a sorrir quando no estádio de Wembley, foi o grande destaque no Mundial vencido pela Inglaterra.
Até hoje a tragédia não foi esquecida. No aeroporto de Riem há um grande memorial e várias homenagens ocorreram no aniversário de 50 anos do acidente, em 2008. Uma delas no jogo contra o Manchester City no dia 10 de fevereiro no qual, o United entrou com um uniforme baseado no que era usado pelo time na época do acidente. Além do “jogo-homenagem”, Old Trafford também presenciou a homenagem oficial e antes do jogo, mais de 75 mil pessoas fizeram um minuto de silêncio.

Placa em memória dos jogadores falecidos no desastre aéreo de Munique, no estádio Old Trafford
Conheça os oito jogadores que perderam a vida no desastre:
Roger Byrne, 28 anos
Se Tivesse voltado vivo para Manchester, Roger Byrne teria descoberto que sua mulher, Joy, estava esperando o primeiro filho do casal. Roger, mancuniano through and through, era reconhecido como um dos mais completos defensores do país, tendo atuado 33 vezes consecutivas pelo Englsih Team. Nada mal para quem um dia foi informado que não era bom o bastante para jogar pelo time da força aérea. Oito meses após o acidente, Roger Jr nasceu.
Billy Whelan, 22 anos
Whelan fazia parte da seleção irlandesa e foi para o United da sua equipe amadora, Home Farm. Atacante que atuava mais pelo meio, tinha grande poder de finalização, marcando 43 gols em 79 partidas da liga, embora não tenha sido titular no fatídico confronto contra o Red Star. Quando o avião perdeu o controle, a história conta que ele se inclinou na direção de Albert Scanlon e disse as palavras: “Albert, este é o fim, mas estou pronto”.
Tommy Taylor, 26 anos
Alto e poderoso centroavante, Tommy Taylor era visto como o sucessor natural de Nat Lofthouse no English Team. Em 19 partidas pela seleção, anotou 16 gols, o que levou o Milan a fazer uma oferta recorde de 650 mil libras por ele. Sir Matt Busby se recusou a vender o jogador que havia comprado cinco anos antes do Barnsley. Na época, a transação foi recorde: 29.999 libras. Busby não queria que o garoto de Yorkshire carregasse o peso de ser o primeiro jogador de 30 mil libras, então ele deu 1 libra de gorjeta para a tea lady. Taylor telefonou para sua noiva, Carol, antes do acidente, dizendo que estava voltando para casa para tomar um pint de Guinness e ouvir alguns discos com ela.
Duncan Edwards, 21 anos
Duncan Edwards era, sem sombra de dúvida o astro do Manchester United e, em termos de estilo e habilidade, o Roy Keane de sua época. “Ele era o jogador que me fazia sentir inferior”, disse Sir Bobby Charlton, “Se tivesse que jogar pela minha vida e tivesse que escolher alguém para atuar comigo, seria ele”. Edwards sofreu lesões internas devastadoras e os médicos disseram que qualquer homem morreria em algumas horas. Ele sobreviveu por 15 dias. Edwards lutou com a mesma bravura que atuava com a camisa dos Red Devils mas morreu de colapso dos rins. Nascido em Dudley, se juntou ao United em 1952 e após ser incorporado ao elenco profissional aos 16 anos, foi convocado para a seleção inglesa pela primeira vez aos 18 anos. “Ele jogou com tremenda alegria e isso impulsionou todo o English Team”, disse Walter Winterbottom, no dia em que o jogador morreu.
Mark Jones, 24 anos
Jones, como Tommy Taylor, era outro forte e sem medo rapaz de Barnsley, o tipo de zagueiro para o qual a palavra “descompromissado” poderia ter sido inventada e reconhecido como um dos melhores cabeceadores de sua época. Ele trabalhava como aprendiz de pedreiro quando United lhe deu a chance de jogar. Estreou na equipe profissional aos 17 anos. Sua esposa, June, esperava o segundo filho do casal quando aconteceu a tragédia. Lynne nasceu em junho de 1958.
Eddie Colman, 21 anos
Após ter sido visto jogando pelo Salford Boys, foi a vítima fatal mais jovem do desastre de Munique. Morreu aos 21 anos e três meses. Depois de atuar pelo time que venceu a FA Youth Cup três anos seguidos, fez a estréia na equipe principal aos 19 anos e fez 107 partidas pelo United. Anotou dois gols. Era afetuosamente conhecido como “Shakehips” pelo público de Old Trafford, pelo seu famoso jogo de corpo para enganar os marcadores.
George Bent, 25 anos
Outro jogador nascido em Salford, não era titular e talvez nem estivesse no vôo se Roger Byrne não tivesse sofrido uma contusão na partida anterior, contra o Arsenal. Bent, que chegou ao United imediatamente ao deixar a escola mas só atuou 12 vezes, foi chamado como precaução e sequer entrou em campo contra o Red Star. Sua morte deixou a esposa, Marion, sozinha para criar a filha, Karen.
David Pegg, 22 anos
Um dos primeiros pin-up boys, era um estiloso winger cuja habilidade para causar problemas até os mais ferozes marcadores fez, famosamente, o Real Madrid contratar um marcador apenas para enfrentá-lo. Pegg, de Highfields, perto de Doncaster, era esperado para tomar o lugar de Tom Finney na seleção. Mas no momento da partida, ele tinha perdido o lugar no time para Albert Scanlon.
Manchester United mantém indefinição sobre técnico, mas Michael Carrick reforça foco no futuro após vaga na Champions
Mesmo após garantir classificação para a próxima edição da Champions League, o Manchester United ainda vive um momento de indefinição em relação ao comando técnico da equipe. Nesta quinta-feira, Michael Carrick concedeu entrevista coletiva e comentou sobre o futuro no clube, além do impacto da vaga europeia para o planejamento da próxima temporada. Durante a coletiva, Carrick foi questionado sobre a importância de uma definição rápida envolvendo seu futuro, principalmente pensando no mercado de transferências do verão europeu. Em resposta, o treinador destacou que a clareza sobre o comando é importante, mas afirmou que esse tipo de decisão costuma acontecer naturalmente no fim da temporada. “Olha, clareza é importante. Acho que estamos chegando a um momento, no fim da temporada, em que terminamos fortes e nos colocamos em uma boa posição. E, obviamente, existe a situação do meu cargo e de como isso ficará daqui para frente. Acho que é o momento natural para isso, mas esse assunto sempre é tratado perto do fim da temporada, ou no próprio fim dela. Então, sinceramente, nada mudou”, declarou.“ Manchester United Além disso, Carrick também comentou sobre o desafio de manter o elenco mentalmente focado após alcançar o principal objetivo da temporada. Segundo ele, vestir a camisa do United exige responsabilidade constante, independentemente das metas já conquistadas. “Orgulho, responsabilidade, jogar por este grande clube, pelos grandes torcedores e pela união do grupo. Também se trata de evolução e melhora constante. Como disse na última semana, a Champions League é um passo, um grande passo, mas não é o fim. Queremos continuar evoluindo, queremos terminar fortes e entender que ainda há jogos pela frente”, afirmou. Na sequência, o treinador interino foi perguntado sobre como trabalharia caso recebesse o cargo em definitivo. Carrick explicou que sua filosofia sempre foi baseada em planejamento a longo prazo e garantiu que sua abordagem não mudaria significativamente. “Desde o começo, nunca tratei meu trabalho aqui pensando em curto prazo. Eu e minha comissão técnica sempre tomamos decisões pensando no longo prazo, tanto para o grupo quanto individualmente para os jogadores. Então, sinceramente, não acho que mudaria muito minha abordagem”, completou. Michael Carrick assumiu o comando da equipe após a saída de Rúben Amorim e, desde então, vem apresentando resultados positivos. Sob seu comando, o Manchester United soma 10 vitórias, 2 derrotas e 2 empates na Premier League, campanha que manteve o clube na parte de cima da tabela e garantiu a classificação para a próxima Champions League. Dessa forma, enquanto a diretoria ainda avalia quem será o treinador definitivo para a próxima temporada, Carrick segue fortalecendo sua candidatura através dos resultados e da boa relação construída com elenco e torcida. Saiba mais: Manchester United Brasil […]
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